{"id":232,"date":"2021-04-30T11:43:10","date_gmt":"2021-04-30T14:43:10","guid":{"rendered":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/?p=232"},"modified":"2021-04-30T12:08:06","modified_gmt":"2021-04-30T15:08:06","slug":"instinto-e-instituicao-desbordes-institucionais-entre-a-estetica-e-a-clinica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/instinto-e-instituicao-desbordes-institucionais-entre-a-estetica-e-a-clinica\/","title":{"rendered":"Instinto e institui\u00e7\u00e3o: desbordes institucionais entre a est\u00e9tica e a cl\u00ednica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/PortoArte\/issue\/view\/4244\/showToc\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-234\" src=\"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2021\/04\/cover_issue_4244_pt_BR-248x300.png\" alt=\"\" width=\"248\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2021\/04\/cover_issue_4244_pt_BR-248x300.png 248w, https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2021\/04\/cover_issue_4244_pt_BR.png 539w\" sizes=\"auto, (max-width: 248px) 100vw, 248px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Organizadoras_<br \/>\nCristina T. Ribas, Paula Cobo-Guevara e Maria Am\u00e9lia Bulh\u00f5es<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o_<\/strong><\/p>\n<p>Desde a experi\u00eancia da cr\u00edtica institucional anglo-sax\u00e3, se criaram novos diagramas conceituais para repensar a produ\u00e7\u00e3o (e as condi\u00e7\u00f5es) das pr\u00e1ticas art\u00edsticas contempor\u00e2neas, a partir das porosidades e encontros com pr\u00e1ticas sociais e de novas concep\u00e7\u00f5es espaciais dos anos 60, produzindo, entre elas, um desborde disciplinar. Por sua vez, a an\u00e1lise institucional vai produzir experi\u00eancias, saberes e pr\u00e1ticas singulares, tamb\u00e9m desde uma perspectiva de cr\u00edtica radical \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, neste caso, \u201centramadas\u201d nas institui\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas, escolares, universit\u00e1rias, de sa\u00fade, etc; nomeando estes desbordamentos e modula\u00e7\u00f5es sob o conceito de \u201ctransversalidade\u201d. De que forma estas duas trajet\u00f3rias, sejam elas travessias, navega\u00e7\u00f5es ou rastejos de pensamento poderiam abrir-se em afeta\u00e7\u00f5es (afec\u00e7\u00f5es) comuns, atualizando experi\u00eancias, pr\u00e1ticas e saberes? De que forma se criam ferramentas, e estrat\u00e9gias que nos d\u00e3o acesso ao problema da produ\u00e7\u00e3o de subjetividade e, por tanto, aos modos de exist\u00eancia que subvertem o regime colonial capitalista, racista, antropo-logo-falo-c\u00eantrico?<\/p>\n<p>Neste dossi\u00ea damos espa\u00e7o a algumas produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, cr\u00edticas, narrativas e historiogr\u00e1ficas que vem surgindo de um caminho tra\u00e7ado na experimenta\u00e7\u00e3o t\u00eanue entre &#8220;instinto e institui\u00e7\u00e3o&#8221;, como debateram Gilles Deleuze e F\u00e9lix Guattari, e outros autores que focam no que poder\u00edamos pensar, talvez estranhamente, por destituinte, tamb\u00e9m para pensarmos uma sa\u00fade menor, e junto a ela, uma sa\u00fade menor da arte, com a min\u00fasculo. Atentas \u00e0s novas interven\u00e7\u00f5es (e inven\u00e7\u00f5es) institucionais que vem sendo inauguradas e instauradas e \u00e0s formas de produ\u00e7\u00e3o social situadas entre os modos da cl\u00ednica e da cultura convidamos autores para fomentarem esse debate, partilhando seus referenciais e suas ferramentas conceituais, e para compartilharem suas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Procuramos com esse dossi\u00ea reunir a contribui\u00e7\u00e3o de pesquisadores, artistas, psicanalistas, psic\u00f3logas e psic\u00f3logos, profissionais de sa\u00fade e mais, investidos nos estudos da subjetividade e em re-situar uma \u00e9tico-est\u00e9tico-pol\u00edtica desses desbordes institucionais. O dossi\u00ea Instinto e institui\u00e7\u00e3o apresenta artigos que surgem de pr\u00e1ticas situadas, a partir da an\u00e1lise institucional, da anti-psiquiatria, da sa\u00fade e da sa\u00fade mental na Am\u00e9rica Latina e alhures, de cl\u00ednicas p\u00fablicas de psican\u00e1lise, de pr\u00e1ticas art\u00edsticas e cl\u00ednicas, de cl\u00ednicas ecos\u00f3ficas, que, cada uma \u00e0 sua forma, surgem de uma arte das processualidades, de focos de criatividade mutante, n\u00e3o cafetinada, e das formas insubordinadas, fragment\u00e1rias e ao mesmo tempo insurgentes diante dos limites institucionais e das for\u00e7as normotizantes que se solidificam na atualidade, pr\u00e1ticas portanto, decoloniais. Mais do que uma reorganiza\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica, de campos ou \u00e1reas do conhecimento, nos motivou reunir aqui produ\u00e7\u00f5es e pesquisas que podemos agarrar pelo desborde, pela barra (como de uma saia), e, porque n\u00e3o, pelo meio mesmo, como acesso ao campo de for\u00e7as, problem\u00e1tico e inventivo, dessas experi\u00eancias. Trabalhamos aqui uma vontade que apreendemos da hist\u00f3ria da an\u00e1lise institucional no Brasil, uma vontade pol\u00edtica de produzir novos problemas, que seja uma vontade de inven\u00e7\u00e3o que d\u00ea passagem a afetos-mat\u00e9ria, e em movimento &#8211; entre espa\u00e7os, grupalidades, institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O dossi\u00ea apresenta artigos e ensaios que surgem de pr\u00e1ticas situadas, a partir da an\u00e1lise institucional, da anti-psiquiatria, da sa\u00fade e da sa\u00fade mental na Am\u00e9rica Latina e alhures, de cl\u00ednicas p\u00fablicas de psican\u00e1lise, de pr\u00e1ticas art\u00edsticas e cl\u00ednicas, de cl\u00ednicas ecos\u00f3ficas, que, cada uma \u00e0 sua forma, surgem de uma arte das processualidades, de focos de criatividade mutante, n\u00e3o cafetinada, e das formas insubordinadas, fragment\u00e1rias e ao mesmo tempo insurgentes diante dos limites institucionais e das for\u00e7as normotizantes que se solidificam na atualidade, demarcando que s\u00e3o pr\u00e1ticas portanto, decoloniais. Mais do que uma reorganiza\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica, de campos ou \u00e1reas do conhecimento, nos motivou reunir aqui produ\u00e7\u00f5es e pesquisas que podemos agarrar pelo desborde, pela barra (como de uma saia), e, porque n\u00e3o, pelo meio mesmo, como acesso ao campo de for\u00e7as, problem\u00e1tico e inventivo, dessas experi\u00eancias. Trabalhamos aqui uma vontade que apreendemos da hist\u00f3ria da an\u00e1lise institucional no Brasil, uma vontade pol\u00edtica de produzir novos problemas, que seja uma vontade de inven\u00e7\u00e3o que d\u00ea passagem a afetos-mat\u00e9ria, e em movimento &#8211; entre espa\u00e7os, grupalidades, institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>(&#8230;)<\/p>\n<p>{baixe este texto completo em <a href=\"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2021\/04\/dossie\u0302_apresentacao-05_a.pdf\">pdf &#8211; dossie\u0302_apresentacao <\/a>aqui}<\/p>\n ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organizadoras_ Cristina T. 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