{"id":46,"date":"2010-08-24T10:13:20","date_gmt":"2010-08-24T13:13:20","guid":{"rendered":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/?p=46"},"modified":"2016-08-24T14:53:39","modified_gmt":"2016-08-24T17:53:39","slug":"esferapublicadointelecto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/esferapublicadointelecto\/","title":{"rendered":"A imagem da esfera p\u00fablica do intelecto: o que pode estar \u201cfora do eixo?\u201d"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Meu nome \u00e9 Cristina Ribas. Eu atuo como artista (em uma produ\u00e7\u00e3o autoral e tamb\u00e9m em grupo) e como pesquisadora, e tamb\u00e9m trabalho junto com uma Arquivista, No Arquivo de emerg\u00eancia \u2013 que, pode-se pensar, se aproxima das formas de curadoria contempor\u00e2neas. Mesmo com isto, para mim \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o bastante nova estar numa mesa sobre curadoria, especialmente porque eu n\u00e3o me dediquei at\u00e9 hoje a investigar o que \u00e9 curadoria. Conclu\u00ed o mestrado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na linha de Processos art\u00edsticos (para artistas), mas escrevi sobre trabalhar neste arquivo. N\u00e3o escrevi sobre o meu trabalho de arte, resolvi me \u201cdeslocar\u201d ou \u201csuspender\u201d a an\u00e1lise de um processo criativo pessoal para observar criticamente o que \u00e9 dedicar-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do <em>outro<\/em>, que \u00e9 o trabalho que o Arquivo realiza: criar uma situa\u00e7\u00e3o material e relacional para conectar eventos em arte contempor\u00e2nea brasileira.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o eu me envolvo desde 2005 com este trabalho, que ainda est\u00e1 em processo e tende \u201cao infinito\u201d, ou enquanto ainda reverberarem as a\u00e7\u00f5es \u00e0s quais se dedica. A partir do enfrentamento de sair da an\u00e1lise de uma produ\u00e7\u00e3o autoral e encontrar o trabalho de um <em>outro <\/em>me pergunto: que <em>outro<\/em> \u00e9?; que tipo de trabalho esse <em>outro<\/em> faz? Ao trabalhar no Arquivo, na pesquisa, precisamos sair da zona muitas vezes confort\u00e1vel da cria\u00e7\u00e3o autoral e deslocar-se, da mesma forma que a ambi\u00e7\u00e3o do artista pode faz\u00ea-lo buscar o espa\u00e7o p\u00fablico (&#8230;) ent\u00e3o com o trabalho do Arquivo de emerg\u00eancia existe um certo esfor\u00e7o para entender o que \u00e9 lidar com<em> a produ\u00e7\u00e3o do outro <\/em>e produzir algo a partir da\u00ed, ou seja, um saber transmiss\u00edvel a partir dos eventos, dos acontecimentos, das obras de arte e de suas intelig\u00eancias \u2013 o arquivo propriamente dito. [1] Esse \u00e9 um exerc\u00edcio que o arquivo pretende, em rela\u00e7\u00e3o a outras produ\u00e7\u00f5es de arte, e acredito que isto se aproxima de um procedimento de curadoria.<\/p>\n<p>O que eu trouxe para falar hoje \u00e9 motivado n\u00e3o exatamente por isto, arquivo-curadoria, mas por um encontro que eu tenho com alguns autores que me ajudam a preparar um terreno para pensar o acontecimento da arte e as formas de coopera\u00e7\u00e3o dos agentes neste campo, em rela\u00e7\u00e3o com a sociedade. E ainda, me ajuda a conceber um \u201cfora do eixo\u201d subjetivo, como estado ou como condi\u00e7\u00e3o do sujeito. Walter Benjamin, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado fala do \u201cautor como produtor\u201d. Ele provoca esse deslocamento, nos trazendo um desejo. Benjamin pensava tanto que o que ele pensou faz sentido at\u00e9 hoje (&#8230;). Naquela \u00e9poca, se eu n\u00e3o me engano, ele trabalhava como jornalista; ele escrevia muito por\u00e9m se sentia um pouco distante dos movimentos que o mobilizavam. Ele fez uma proposta: de que o intelectual sa\u00edsse da sua posi\u00e7\u00e3o de intelectual e se aliasse aos oper\u00e1rios, digamos, se aproximasse dos oper\u00e1rios, para tentar entender as condi\u00e7\u00f5es produtivas, a revolu\u00e7\u00e3o industrial, a m\u00e1 remunera\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios &#8211; que eram a base de um sistema econ\u00f4mico pautado na <em>mais valia<\/em>. Aproximando-se, poderia tentar entender as quest\u00f5es pr\u00f3prias do operariado, qual sua luta pol\u00edtica. Anos depois Antonio Negri, militante do movimento dos oper\u00e1rios na It\u00e1lia vai falar: \u201colha s\u00f3: se a gente quiser ficar do lado dos oper\u00e1rios, se continuarmos chamando-os de oper\u00e1rios, a gente nunca vai distinguir as classes sociais\u201d. Ele prop\u00f4s: \u201cchega desse neg\u00f3cio de oper\u00e1rio, a gente tem que olhar para uma <em>capacidade<\/em> que est\u00e1 no oper\u00e1rio, uma capacidade que n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no oper\u00e1rio, que est\u00e1 no intelectual tamb\u00e9m.\u201d [3] Refor\u00e7o: a reflex\u00e3o serve em parte para mapear e constituir um terreno de atua\u00e7\u00e3o para o campo da arte, ajudando a elaborar a exposi\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de realiza\u00e7\u00e3o, acontecimento e atravessamento das pr\u00e1ticas da arte. Negri afirma que se olharmos para o oper\u00e1rio apenas enquanto oper\u00e1rio \u2013 e isto n\u00e3o significa abandonar sua realidade e suas quest\u00f5es espec\u00edficas &#8211; vamos continuar <em>separando<\/em> a sociedade: a gente precisa olhar <em>a <\/em>sociedade. E olhar a sociedade pode compreender reunir os saberes, saberes institu\u00eddos e saberes subalternos ou alternativos. Se a filosofia pol\u00edtica, por sua vez, elabora o campo das rela\u00e7\u00f5es humanas e sociais, n\u00e3o significa que ela deva esgotar uma elabora\u00e7\u00e3o sobre o acontecimento da arte, e \u00e9 neste momento (imanente, simult\u00e2neo) que o pr\u00f3prio campo ou circuito da arte emerge na elabora\u00e7\u00e3o da especificidade da arte, naquilo que ela se conecta e se diferencia de outras pr\u00e1ticas sociais. Nas minhas leituras, em especial Paolo Virno \u00e9 um autor que d\u00e1 as bases para seguir esta apresenta\u00e7\u00e3o. [4] A partir de Hanna Arendt, tomei conhecimento deste conceito de \u201cesfera p\u00fablica\u201d que \u00e9 desenvolvido por Virno. Ela nos leva \u00e0 Gr\u00e9cia para entender o que era a esfera p\u00fablica, que a princ\u00edpio era uma esfera s\u00f3 dos homens, um espa\u00e7o de argumenta\u00e7\u00e3o e, sobretudo, n\u00e3o violenta, e por isto, pol\u00edtica. Na constitui\u00e7\u00e3o da esfera p\u00fablica, que \u00e9 o exerc\u00edcio mesmo da democracia, a for\u00e7a f\u00edsica ou a viol\u00eancia brutal n\u00e3o servem. Serve a palavra, serve a capacidade argumentativa. A base da esfera p\u00fablica \u00e9, portanto, o que se chama \u201cintelecto em geral\u201d, e \u00e9 o intelecto que hoje, especialmente com as proposi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao Estado (poder de governo), constitui um espa\u00e7o comum, pode-se por isto falar na \u201cesfera p\u00fablica do intelecto\u201d como algo que excede o estado. E esta \u00e9 sua pot\u00eancia. E a capacidade argumentativa \u2013 voltamos um pouco a Negri \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m uma capacidade criativa, que est\u00e1 em cada um de n\u00f3s, independente do <em>cara<\/em> ser intelectual, oper\u00e1rio, (&#8230;) e por extens\u00e3o artista, curador, cr\u00edtico, etc. (N\u00e3o h\u00e1 tempo aqui, mas acho importante pontuar que estas caracter\u00edsticas s\u00e3o o que constituem o chamado \u201ctrabalho imaterial\u201d que se funde, para estes autores, na sua forma de acontecimento, com a virtuose art\u00edstica.)<\/p>\n<p>Trago quest\u00f5es que me inquietam bastante, que surgem na minha experi\u00eancia e que se tornam inclusive mais claras junto a estes caras. Tenho vontade de falar junto com eles, e n\u00e3o falar da teoria, falar do escrito apenas. [3] Ent\u00e3o, de que maneira e por que constru\u00edmos parcerias, associa\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es, curadorias? (&#8230;) Pensando aquele deslocamento que Negri prop\u00f5e, e pensando aquela capacidade argumentativa, cr\u00edtica, criativa que Virno tamb\u00e9m exp\u00f5e, gostaria que observ\u00e1ssemos, assim como se observa muitas vezes a pr\u00e1tica de artista naquilo que a constitui especificamente, qual \u00e9 a \u201ccapacidade\u201d da curadoria. Tendo elaborado esta quest\u00e3o at\u00e9 o momento, penso que \u00e9 uma capacidade de <em>consignar<\/em>. Consignar \u00e9 colocar duas coisas pr\u00f3ximas, possibilitar encontrar um signo singular a elas &#8211; e isso tamb\u00e9m pode ser pensado numa anti-curadoria.<\/p>\n<p>O grupo norte-americano Art &amp; Language organizou um arquivo super interessante, que est\u00e1 hoje <em>on line<\/em> [5]. O arquivo come\u00e7ou com uma produ\u00e7\u00e3o de \u201canota\u00e7\u00f5es\u201d de termos, ou terminologias, e suas defini\u00e7\u00f5es (um termo pode ter mais de uma defini\u00e7\u00e3o!) com uma infinidade de conceitos que ser\u00e3o diretamente ou n\u00e3o tomados em partido com o acontecimento da arte. E a gente pode colocar dois termos um ao lado do outro, a\u00ed eles criam tr\u00eas simbolozinhos para consign\u00e1-los: capacidade de associa\u00e7\u00e3o dos termos por conjun\u00e7\u00e3o ou implica\u00e7\u00e3o [] ou conjun\u00e7\u00e3o ampla [&amp;], compatibilidade [+], incompatibilidade [-], ou incapacidade brutal de produzir rela\u00e7\u00e3o entre os termos [T] ou um aspecto transformacional entre eles. Me parece que consignar depende de uma capacidade criativa e, se voltarmos \u00e0 Bienal de S\u00e3o Paulo de 2008, era muito o que os curadores queriam \u2013 ati\u00e7ar a montagem, a leitura cr\u00edtica e dial\u00f3gica das obras (mesmo que pouqu\u00edssimas obras deixassem espa\u00e7o de resposta).<\/p>\n<p>\u00c9 interessante observar que a capacidade criativa e cognitiva necess\u00e1ria para o acontecimento da obra talvez seja a mesma que constitui a esfera p\u00fablica. Neste sentido se pode pensar a liberdade associativa e a possibilidade de redes de coopera\u00e7\u00e3o. Estes autores se preocupam por falar disto na atualidade porque em parte a sociedade ocidental produz monstros, ou estruturas de governo, de guerra, de controle que sobressignificam desde as pr\u00e1ticas individualmente (o que faz o artista ser um artista? o que faz um curador ser um curador? o que faz um historiador ser um historiador?) e tamb\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es e as formaliza\u00e7\u00f5es destas coopera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Me interessa expor que \u00e0s vezes (e isto se confere muito nas rela\u00e7\u00f5es dadas na atualidade do capitalismo) as capacidades criativas e as formas de coopera\u00e7\u00e3o quando entram num certo tipo de regime ou de sistema elas somem, elas perdem o valor. No caso da arte, a experi\u00eancia sens\u00edvel enquanto tal acaba sendo qualificada, e acaba sendo traduzida para dentro de uma experi\u00eancia que se torna sim uma experi\u00eancia de consumo, uma experi\u00eancia de poder, econ\u00f4mica. O que me preocupa \u00e9 como a gente mant\u00e9m a vitalidade das nossas rela\u00e7\u00f5es junto, ou por fora, ou aliado, ou numa tangente, contando com a presen\u00e7a do sistema capitalista. Por isto, \u201cfora do eixo\u201d como condi\u00e7\u00e3o subjetiva de busca de produ\u00e7\u00e3o de novas rela\u00e7\u00f5es desse sujeito que <em>j\u00e1 tem<\/em> uma capacidade criativa, cognitiva \u00e9, talvez antes um deslocamento subjetivo <em>institu\u00eddo, <\/em>n\u00e3o como resist\u00eancia a um sistema outro ao qual seria alternativo, nem como coopta\u00e7\u00e3o a algo maior, mas como uma forma de ser, que se afirma enquanto tal.<\/p>\n<p>Agora mais duas \u00faltimas observa\u00e7\u00f5es sobre o sistema capitalista: (1) que o capitalismo \u00e9 uma forma de <em>rela\u00e7\u00e3o<\/em>, ou seja, o capitalismo ele n\u00e3o est\u00e1 a\u00ed enquanto tal, n\u00e3o sabemos at\u00e9 que ponto ele \u00e9 \u201cest\u00e1vel\u201d, pode derruir visto que tem certa fragilidade, bem por isto me parece que se pode provocar interven\u00e7\u00f5es nele; (2) ser\u00e1 mais rent\u00e1vel dentro deste sistema, ser\u00e1 mais sagaz, aquele que for mais desterritorializado e aquele que for mais din\u00e2mico. Ambas as defini\u00e7\u00f5es s\u00e3o de Negri e Lazzarato. E se a gente pensar, hoje em dia, s\u00e3o duas capacidades que muitos requer aos artistas, quando eles viajam em programas de resid\u00eancia, quando t\u00eam que produzir rela\u00e7\u00f5es com o estrangeiro, capacidade de chegar l\u00e1 e se sentir outro, apreender e dialogar (&#8230;).<\/p>\n<p>A aparente impossibilidade de estar por fora desse sistema econ\u00f4mico me parece a mesma conex\u00e3o que temos com um circuito ou sistema de arte institucionalizado, onde as fun\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas a cada ator s\u00e3o bem determinadas: curador, artista, colecionador, muse\u00f3logo, etc. Contudo me parece que este evento testa a possibilidade de produzir movimento, de produ\u00e7\u00e3o em coopera\u00e7\u00e3o com sistemas e n\u00e3o exatamente por fora disso. Produzir interfer\u00eancias, cortes, rupturas subjetivas e eventos abruptos, que podem ser propositivos, que podem modificar as fun\u00e7\u00f5es deste sistema, constituem uma esfera p\u00fablica, nem tanto espacial (apegada a um territ\u00f3rio geogr\u00e1fico), e neste sentido ela n\u00e3o deve estar obrigatoriamente em espa\u00e7o p\u00fablico, ou no espa\u00e7o da rua, ela se constitui num espa\u00e7o que seja comum, num espa\u00e7o que haja minimamente v\u00e1rias pessoas, ou duas pessoas ou \u00e0s vezes nenhuma (?) disposta a trocar, argumentar, construir; enfim, digo isto para gente se colocar a pensar. Nossa grande quest\u00e3o parece ser <em>criar<\/em> nessa esfera. Ent\u00e3o, s\u00f3 pra gente pensar, o que a gente quer com as rela\u00e7\u00f5es que prop\u00f5e?, com aquelas rela\u00e7\u00f5es de consigna\u00e7\u00e3o?, transpondo as ferramentas do Art &amp; Language, e repensar at\u00e9 que ponto a gente precisa e de que forma \u00e9 estrat\u00e9gico ou \u00e9 inteligente se configurar (que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 se denominar enquanto tal) artista, cr\u00edtico, curador (&#8230;) S\u00e3o quest\u00f5es para mim n\u00e3o resolvidas e que s\u00f3 existem no exerc\u00edcio de uma esfera p\u00fablica de liberdade. Para finalizar minha fala quero ler um pedacinho bem pequenininho de Hanna Arendt: ela investiga a a\u00e7\u00e3o, e o drama, no teatro, que se aproxima do exerc\u00edcio da esfera p\u00fablica. Sobre a a\u00e7\u00e3o, h\u00e1 o escrito: \u201cpois a a\u00e7\u00e3o \u00e9 o que estabelece o grande paradoxo (&#8230;) o conceito de liberdade foi criado ao mesmo tempo e n\u00e3o antes que o homem\u201d.<\/p>\n<p>NOTAS<\/p>\n<p>[1] O Arquivo de emerg\u00eancia agrupa material de \u201ceventos de ruptura\u201d da produ\u00e7\u00e3o brasileira em arte desde meados de 1998. O Arquivo inventaria uma s\u00e9rie de conceitos fundamentais para sua compreens\u00e3o. \u00c9 exposto em institui\u00e7\u00f5es de arte ou n\u00e3o, realiza parcerias com projetos de outros artistas, coletivos e iniciativas aut\u00f4nomas. Consulte a p\u00e1gina para saber a localiza\u00e7\u00e3o do Arquivo de emerg\u00eancia: HTTP:\/\/arquivodeemergencia.wordpress.com.<\/p>\n<p>[2] NEGRI, Antonio. <em>Cinco li\u00e7\u00f5es sobre o Imp\u00e9rio.<\/em> Rio de Janeiro: DP&amp;A, 2003.<\/p>\n<p>[3] Gosto muito de pensar em um saber que est\u00e1 dispon\u00edvel, e assim o livro me parece &#8211; s\u00f3 para n\u00e3o perder a linha (da leitura), o livro est\u00e1 no mundo, e me fascina que o livro escrito, o mesmo ao qual eu cheguei, tamb\u00e9m pode ser acessado por algu\u00e9m do outro lado do mundo. (Isto tamb\u00e9m tem a ver com os arquivos.) Pensar o livro com o mundo, pensar o mundo com o livro. Eu sinto que estou aqui n\u00e3o para dizer de algo que est\u00e1 escrito, mas que <em>fala junto<\/em>.<\/p>\n<p>[4] VIRNO, Paolo. <u>Cuando el verbo se hace carne: lenguaje y naturaleza humana<\/u><em>.<\/em> Buenos Aires: Cactus: Tinta Lim\u00f3n, 2004.<\/p>\n<p>________. <u>Virtuosismo e revolu\u00e7\u00e3o<\/u>. Rio de Janeiro: Ed. Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 2008.<\/p>\n<p>[5] HTTP:\/\/blurting-in.zkm.de<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto publicado em Fora do Eixo (2010) escrito a partir da participa\u00e7\u00e3o em um semin\u00e1rio organizado em 2008. Funarte \/ Brasilia.<\/p>\n ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Meu nome \u00e9 Cristina Ribas. 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