{"id":53,"date":"2010-07-26T08:45:35","date_gmt":"2010-07-26T11:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/?p=53"},"modified":"2016-08-26T09:00:16","modified_gmt":"2016-08-26T12:00:16","slug":"treschamadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/treschamadas\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas chamadas para uma complexidade"},"content":{"rendered":"<p>(abaixo est\u00e3o trechos do texto, para fazer download da vers\u00e3o completa clique<a href=\"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2016\/08\/Ribas-C-Tres_complexidades-2010.pdf\"> aqui<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Imaginar<\/strong><br \/>\nCaminho pensando no tempo da vida neste lugar\/espac\u0327o descendo e subindo as escadas entre os andares do curvili\u0301neo bloco, onde antes se podia ter um escape para fora e agora tijolos de seis furos cobrem a vista por baixo do cimento espesso. O intersti\u0301cio vertical que prolonga a observac\u0327a\u0303o do percurso meio que perde a func\u0327a\u0303o na origem reificada. Como eu introduzo uma conversa por sobre essas camadas sujas da escadaria que leva do va\u0303o livre aos andares superiores? Sa\u0303o os moradores que sobem e descem com mais intimidade do que eu, mesmo que eu tenha observado detalhadamente a espessura das linhas feitas nos idos da de\u0301cada de 40. Na\u0303o so\u0301 aquelas linhas precisas entre espac\u0327os fazendo paredes (os desenhos do arquiteto) como as rasuras que cobrem o palpa\u0301vel objeto de duplo apavoramento e maravilhamento refeito Pedregulho. Realidade visi\u0301vel e realidade projetada.<\/p>\n<p>(&#8230;)<br \/>\n<strong>Coletivar<\/strong><br \/>\nNo deslinde do tempo do habitar um apartamento no pre\u0301dio do bloco A, o Minhoca\u0303o, o projeto de reside\u0302ncia arti\u0301stica se torna reconhecer um movimento de memorac\u0327a\u0303o do projeto moderno por diversos vetores (privado, estatal, auto\u0302nomo) e avaliar desde nosso lugar os modos como isso pode acontecer: que e\u0301 que trazemos para o presente como heranc\u0327a desse peri\u0301odo? A memorac\u0327a\u0303o sem du\u0301vida requer selec\u0327a\u0303o e reativac\u0327a\u0303o de diversas verdades que tecem a trama complexa do Pedregulho. Entender que o ponto inicial e\u0301 na\u0303o buscarmos uma utopia congelada nem vias de reproduzi-a ao modo vanguardista, e sim os seus contratempos. Aportar o que temos como pro\u0301prio, a criac\u0327a\u0303o, e elaborar perguntas em direc\u0327a\u0303o a\u0300quela coletividade e a\u0300s demais em formac\u0327a\u0303o, observando de que forma na\u0303o nos perdemos nos desvios incansa\u0301veis das formas de captura, mas encontramos o tino da colaborac\u0327a\u0303o: ha\u0301 uma comunidade no Pedregulho, a mesma que estranha a chegada dos artistas, que espera a presenc\u0327a do Estado ou que a desconhece, e, talvez, a mesma que se envolve.<\/p>\n<p>(&#8230;)<br \/>\n<strong>Desejar<\/strong><br \/>\nNo final de semana de encontro com o grupo Frente 3 de Fevereiro tivemos um debate intenso sobre o que pode ser atuar no complexo, antes, artisticamente. Naquele momento o grupo promovia uma se\u0301rie de ac\u0327o\u0303es no Morro Santa Marta e realizava entrevistas com pesquisadores e ativistas de movimentos sociais abordando temas como racismo, democracia racial e exclusa\u0303o. A pergunta que nos cabia como organizadoras do projeto seria: de que forma a reside\u0302ncia arti\u0301stica promovia ali mesmo no Pedregulho uma ativac\u0327a\u0303o das questo\u0303es que interessa ao grupo fomentar? Nos idos do debate percebi que informar a comunidade do Pedregulho da articulac\u0327a\u0303o ampla \u2013 considerando pensamento e ac\u0327a\u0303o era o mi\u0301nimo que se deveria fazer como requisito para acontecimento da \u201creside\u0302ncia\u201d. \u201cInformar\u201d sem du\u0301vida tomaria as formas de uma criac\u0327a\u0303o arti\u0301stica, que tivesse inteira a intenc\u0327a\u0303o de fazer pensar as condic\u0327o\u0303es de sociabilidade na\u0303o so\u0301 no edifi\u0301cio, mas na cidade do Rio de Janeiro. Por ai\u0301 se descobriu o regime de controle sob o qual viviam os primeiros moradores e se po\u0302de observar de outra forma a atualidade dos costumes no Pedregulho. A criac\u0327a\u0303o de um dispositivo relacional pautado em imaginac\u0327a\u0303o e conversa (sob o olhar inesquecido de uma ca\u0302mera de vi\u0301deo, e\u0301 claro), trouxe ao \u201cPedregulho\u201d as estrate\u0301gias de controle social em voga na cidade, tanto na cidade oficial como nas perife\u0301ricas&#8230; Assim que a determinac\u0327a\u0303o de um pressuposto arti\u0301stico na\u0303o poderia existir sem a maleabilidade de uma atualizac\u0327a\u0303o: e\u0301 preciso saber onde se esta\u0301 e direcionar o desejo equacionado com aquelas vozes.<br \/>\n(\u2026)<\/p>\n<p>Leia o texto completo <a href=\"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2016\/08\/Ribas-C-Tres_complexidades-2010.pdf\">aqui<\/a><br \/>\nTexto publicado no livro-cata\u0301logo<br \/>\nPedregulho: reside\u0302ncia arti\u0301stica no Minhoca\u0303o<br \/>\nBeatriz Lemos e Cristina Ribas (org.) ISBN 978-85-61659-04-2 Belo Horizonte: Instituto Cidades Criativas \/ ICC, 2010<\/p>\n<p>Este texto foi escrito a partir do projeto <a href=\"https:\/\/pedregulhoresidenciaartistica.wordpress.com\">Pedregulho Resid\u00eancia Art\u00edstica<\/a><\/p>\n ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(abaixo est\u00e3o trechos do texto, para fazer download da vers\u00e3o completa clique aqui) Imaginar Caminho pensando no tempo da vida neste lugar\/espac\u0327o descendo e subindo as escadas entre os andares &hellip; <a href=\"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/treschamadas\/\" class=\"more-link\">Continuar lendo <span class=\"screen-reader-text\">Tr\u00eas chamadas para uma complexidade<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[1],"tags":[3,33,15,19,22,24,26,27],"class_list":["post-53","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-arte","tag-arte-contemporanea","tag-memoria","tag-processo","tag-publicado","tag-rio-de-janeiro","tag-tempo","tag-territorio"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p7SdzS-R","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":56,"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53\/revisions\/56"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cristinaribas.org\/escritos\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}